A falta de
informação da população faz com que a mesma ¨descarte¨ sobras de medicamentos
em vasos sanitários e lixo comum, isso acarreta problemas ambientais e
socioeconômicos.
Ao descartar os
medicamentos no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário, você estará
contri-buindo, mesmo sem saber, com um grave problema de saúde pública.
Pare e pense um
pouco nisso!!!
Para concluir o assunto, encontra-se abaixo uma animação, onde
mostra o que ocorre quando ¨nós¨ descartamos os medicamentos de forma errada.
Vale a pena ver esta animação, para uma melhor compreensão do impacto causado
pelos resíduos de medicamentos.
A obesidade infantil tem crescido de tal forma que
esta sendo considerada uma epidemia, há vários casos de obesidade no mundo, por
isso hoje vamos falar um pouco sobre obesidade infantil.
- O que é obesidade:
Obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo
excesso de gordura corporal, que causa prejuízos à saúde do indivíduo. A
obesidade coincide com um aumento de peso, mas nem todo aumento de peso está
relacionado à obesidade, a exemplo de muitos atletas, que são “pesados” devido
à massa muscular e não adiposa.
- Causas da obesidade infantil:
Causas
Nutricionais:de longe o fator mais
comumente envolvido.
Causas
Ambientais:a falta de atividade
física é a principal representante deste grupo
Causas
Hormonais: algumas doenças
endócrinas (p.ex., Hipotireoidismo, síndrome de Cushing, Deficiência de
Hormônio do Crescimento, etc) podem se manifestar com ganho de peso. Estas
doenças respondem por cerca de 10% dos casos de Obesidade Infantil.
Causas
Genéticas: crianças
portadoras de Síndrome de Down, Síndrome de Turner e outros distúrbios
genéticos realmente têm "facilidade" para engordar.
Causas Medicamentosas: alguns medicamentos, como os corticóides, podem provocar ganho de
peso.
- Fatores que influenciam a obesidade infantil:
Dois fatores principais que influenciam a obesidade
infantil são os pais e as propagandas de alimentos industrializados. As propagandas influenciam as crianças
através dos personagens dos desenhos que eles assistem, os fabricantes de
alimentos industrializados usam os personagens para atrair as crianças, pois
assim eles aumentaram o numero de vendas dos seus produtos e consequentemente o
aumento do lucro, e por que isso funciona tão bem? É porque as crianças fazem
de tudo para coseguirem o que querem, esperneiam, fazem escândalo, choram,
entre outras artes manhas e é ai que os pais entram com a influencia, eles
acabam cedendo por dó ou por simplesmente perder a paciência e querer que elas
fiquem quietas e parem de chamar a atenção no mercado, mas não é só nessa parte
que os pais influenciam, os filhos muitas vezes refletem seus atos nos que os
pais fazem então se os pais te uma ma alimentação rica em gordura, açúcar entre
outra coisas os filhos também vão ter.
- Complicações da obesidade infantil:
No
curto prazo: Asma e Apneia do sono, problemas
ortopédicos, disfunção do fígado devido ao acúmulo de gordura, inflamação e formação
de pedras na vesícula, acne, assadura e dermatite, enxaqueca, depressão e
aumento dos níveis de colesterol no sangue.
No
longo prazo: Diabetes mellitus, hipertensão arterial,
trombose, derrame, doença coronariana, angina e infarto, gota, osteoartrite,
artrose, depressão e anciedade crônica, diminuição da expectativa de vida.
- Papel da escola na educação alimentar?
À medida que passa a frequentar a escola e a
conviver com outras crianças, a criança conhecerá outros alimentos, outras
preparações e outros hábitos. Os adultos são modelos, delineando as
preferências alimentares das crianças. Os vínculos afetivos poderão influenciar
positiva ou negativamente na fixação dos padrões de consumo alimentar (FISBERG,
et al., 2000). Os fatores externos interagem com as necessidades e
características psicológicas, com a imagem corporal, com os valores e
experiências pessoais e com as preferências alimentares (MELLO, et al., 2004).
- Papel dos pais na educação alimentar?
A família, primeira referência da criança, é a
responsável pela transmissão da cultura alimentar. Em seu processo de
socialização, a criança aprende sobre a sensação de fome e saciedade,
desenvolve a percepção para os sabores e estabelece as suas preferências,
iniciando a formação de seu comportamento alimentar (RAMOS; STEIN, 2000). O
papel da família é fundamental, mas, as mudanças que vêm ocorrendo na dinâmica
familiar e aquelas causadas pelo ritmo de vida moderno têm afetado a formação
dos hábitos alimentares dos filhos. O costume, até há pouco tempo, da família
reunida diariamente ao redor da mesa para o almoço ou jantar, parece ser cada
vez mais raro. O fim das refeições em família leva à erosão do próprio conceito
de refeição numa sociedade em que nas casas vigora o domínio dos micro-ondas e
no trabalho, na rua ou na diversão expandem-se as práticas de “fast food”, de
beliscar petiscos e de lanches em lanchonetes, tais fenômenos simbolizam esta nova
relação com os horários e os rituais da comida. (CARNEIRO, 2003).
- Medidas que estão sendo feitas para combater a
epidemia da obesidade infantil:
A empresa Amil esta fazendo um projeto para combater
a obesidade infantil, o nome do movimento é # EU DIGO NÃO, esse projeto
incentiva os pais a dizerem não quando os filhos pedem um alimento não saudável,
para abrirem os olhos e ver como a obesidade pode fazer mal aos seus filhos,
quem tiver interessado em saber mais é só entra no site http://www.obesidadeinfantilnao.com.br/
, La tem varias publicações sobre obesidade infantil, alimentação, entre outras
coisas, tem também uma calculadora para medir o IMC, vale muito apena entra e
conferir o site.
O Programa Combata a Obesidade Infantil, elaborado em
parceria com a endocrinologista Maria Edna de Melo, da Associação Brasileira
para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), o pediatra Sylvio Renan
Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria, e a nutricionista
Helen Lopes, do Hospital das Clínicas (SP). O programa educativo é
gratuito e consiste em doze semanas com informações e atividades que vão ajudar
você e sua família a mudarem os hábitos que favorecem a obesidade infantil. Não
é preciso ter um filho com obesidade para participar, pois o intuito do programa
é não só combater como também evitar o problema. Afinal é melhor prevenir do
que remediar.
Na luta contra o
aumento progressivo do excesso de peso, o Brasil já colocou em prática um
conjunto de ações voltadas à alimentação saudável. A mudança começou pelo
próprio governo, um grande comprador de alimentos. O Programa de Aquisição de
Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (Pnae), por exemplo, já praticam a
compra de alimentos saudáveis.
- Importância do exercício físico?
Quando falamos de esporte,
estamos denominando uma atividade que envolve habilidades motoras específicas:
esforço físico, regras e, eventualmente, competição. O esporte, enquanto
atividade física organizada, é importante não apenas para o desenvolvimento
físico e motor, mas também para o desenvolvimento social das crianças. A partir
de suas regras e condições, as crianças conseguem compreender formas de se
relacionar com os outros, trocando experiências, competindo e formando espírito
de equipe.Tanto as atividades físicas como a participação em atividades
esportivas podem contribuir em muito na prevenção e combate da obesidade
infantil, mas o mais importante é a regularidade dessas ações. Ofocomaior
dos pais deve estar em oferecer várias atividades para as crianças experimentarem
e deixar as crianças escolherem as atividades que mais lhes agradam, aumentando
a adesão. Nesse sentido, a criança deve se sentir confortável no ambiente. A
atividade deve ser divertida e ter componente lúdico para garantir a
participação das crianças por mais tempo.Ao oferecer à criança oportunidades
para ela brincar ao ar livre, correr, pular corda, pedalar, andar de skate,
patinar ou escalar, os pais contribuem para o aumento do gasto energético. O
que recomendamos para crianças a partir de 5 anos é participar de atividades
físicas ou esportivas pelo menos uma hora por dia e não passar mais de duas
horas em atividades sedentárias, como lidar com TV, vídeos,tablets, celulares
e computadores.
- Como prevenir? Algumas estratégias para prevenir a
obesidade são:
■ “Cortar o mal pela raiz”, incentivando, desde a
infância, a prática regular de exercícios físicos e a introdução de bons
hábitos alimentares.O exemplo dado pelos pais ou responsáveis aos seus filhos é
fundamental.
■ Orientar a população a respeito da importância de
uma alimentação saudável.
■ Usar a televisão e o rádio para facilitar o acesso
de todas as camadas sociais às informações sobre alimentação saudável.
■ Incentivar crianças, jovens e adultos a praticarem
exercícios físicos regulares.
■ Garantir a participação de autoridades federais,
estaduais e municipais em projetos que tenham como principal objetivo prevenir
a obesidade, sem interesses políticos. Tais interesses prejudicam especialmente
a continuidade dos programas sociais.
E para terminar tem dois vídeos, o primeiro é da
campanha # EU DIGO NÃO, que aborda um bate papo com as crianças que falam como
elas conseguem o que querem e o segundo é documentário “MUITO ALEM DO PESO” que
aborda uma discussão sobre obesidade infantil no Brasil.
O uso irracional de medicamentos é uma das principais causas de
intoxicação em humanos, em alguns países a pratica abusiva de
medicamentos causou ate morte. Antes de falar sobre os prejuízos que a
automedicação pode causar vamos entender o que é uso racional de medicamentos e
o que significa o uso irracional de medicamentos.
O que é uso racional de medicamentos?
O uso racional de medicamentos ocorre quando os
pacientes têm acesso ao medicamento de que necessitam, nas doses corretas, pelo
período de tempo adequado ao tratamento e ao menor custo possível (OMS, 1986).
O que é uso irracional de medicamentos?
A automedicação é caracterizada pela iniciativa de
um doente, ou de seu responsável, em obter ou produzir e utilizar um produto
que acredita lhe trará benefícios no tratamento de doenças ou alívio de
sintomas, sem a orientação de um profissional de saúde qualificado. Nas
farmácias, ao receberem a indicação de medicamentos por um balconista, que não
é um profissional farmacêutico, as pessoas também estão se automedicando. Além
disso, elas podem estar sendo induzidas por interesses comerciais.
Prejuízos
causados pelo uso abusivo de medicação.
A prática do uso irracional dos medicamentos pode:
não resolver o problema, agravar doenças, mascarar sintomas – tornando mais
difícil o diagnóstico de determinadas enfermidades –, e causar sérios danos ao
organismo. No caso das vitaminas, o seu consumo em excesso, na forma de
cápsulas, pode causar danos à saúde – a vitamina C, por exemplo, pode provocar
distúrbios gastrintestinais e desenvolver cálculo renal; a vitamina A pode
causar distúrbios neurológicos e, em crianças, provocar hipertensão craniana.
Os anti-inflamatórios (que possuem ação
anti-inflamatória, analgésica e antitérmica) são talvez os campeões de venda,
mas, junto com os benefícios, também podem causar lesão no estômago, podendo
evoluir para o desenvolvimento da gastrite, e causar sangramentos e hemorragias
internas, em caso de dengue. O uso concomitante de diversos medicamentos é
outro problema, assim como o uso de medicamentos com bebidas alcoólicas e
outras drogas. Em alguns casos, podem ocorrer interações entre eles –
denominadas interações medicamentosas. O uso inapropriado de medicamentos faz os
anti-inflamatórios serem o primeiro no ranking das substâncias causadoras de
intoxicações no Brasil.
Propagandas podem influenciar o uso inadequado de
medicamentos.
As campanhas são planejadas para atingir desde o
médico, o dentista e o farmacêutico, até o dono da farmácia, o balconista e o
paciente. Elas têm por objetivo influenciar a prescrição, a dispensação, a
venda e o consumo de medicamentos.
Medidas que estão sendo feitas para combater o uso abusivo de medicamentos.
Para incentivar o uso
racional de medicamentos a ANVISA fez um caderno para os professores poderem
ensinar os alunos de como é importante procurar um medico ou farmacêutico antes de usar qualquer medicação.O Ministério da Saúde vem adotando várias iniciativas no
sentindo de incentivar o uso racional de medicamentos. Cabe destacar a
atualização permanente da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename),
um instrumento oficial que norteia a definição das políticas públicas para o
acesso aos medicamentos no âmbito do Sistema de Saúde brasileiro, e do
Formulário Terapêutico Nacional, que contém informações científicas, sobre os
fármacos constantes da Rename.
Além disso, o Ministério da Saúde instituiu o Comitê
Nacional para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos (CNPURM), para
identificar e propor estratégias e mecanismos de articulação, de monitoramento
e de avaliação direcionados à promoção do URM, de acordo com os princípios e as
diretrizes do SUS. “Sempre em consonância com as políticas nacionais de
medicamentos e de assistência farmacêutica, visando ampliar e qualificar o
acesso a medicamentos que atendam aos critérios de qualidade, segurança e eficácia”,
observa José Miguel.
Dia 5 de maio é o dia do uso racional de medicamentos, um
dia criado para conscientizar as pessoas a fazerem o uso racional de
medicamento.
O câncer de mama é uma das lesões malignas mais temidas pelas mulheres , pela serie de implicações que
envolvem esta doença. Ela
é relativamente rara antes dos 35 anos , mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápido e progressivamente .
É importante que, num esforço conjunto, consigamos detectar o mais precocemente possível os novos casos para que
possamos contar com a melhoria dos índices de sobrevida .
PREVENÇÃO
Prevenção primária: Em termos de prevenção primária, devem ser lembradas, em primeiro lugar, as medidas mais simples. Deve-se evitar obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos e
ingestão alcoólica em excesso.
Prevenção secundária: O exame físico das mamas realizado por médicos ou enfermeiros treinados é também eficiente, permitindo o
diagnóstico precoce de tumores com um ou mais centímetros de diâmetro. Toda mulher deve ser submetida ao exame
físico das mamas por profissional habilitado, anualmente, após os 30 anos de idade.
O auto exame das mamas, realizado pela própria paciente, mensalmente após a menstruação, identifica nódulos a
partir de dois e três centímetros de diâmetro, e deve ser também ensinado e praticado, principalmente para estimular a
consciência corporal e o auto-conhecimento.
Exame clínico : O exame clínico da mama (ECM) é parte fundamental da propedêutica para o diagnóstico de
câncer. Deve ser realizado como parte do exame físico e ginecológico, e constitui a base para a
solicitação dos exames complementares. Como tal, deve contemplar os seguintes passos para
sua adequada realização: inspeção estática e dinâmica, palpação das axilas e palpação da
mama com a paciente em decúbito dorsal.
Diagnóstico das lesões palpáveis
A ultra-sonografia (USG) é o método de escolha para avaliação por imagem das lesões
palpáveis, em mulheres com menos de 35 anos. Naquelas com idade igual ou superior a 35 anos,
a mamografia é o método de eleição. Ela pode ser complementada pela ultra-sonografia nas
seguintes situações:
- Nódulo sem expressão, porque a mama é densa ou porque está em zona cega na
mamografia;
- Nódulo regular ou levemente lobulado, que possa ser um cisto;
- Densidade assimétrica difusa, que possa ser lesão sólida, cisto ou parênquima
mamário.
® A ultra-sonografia complementar não deve ser solicitada nas lesões Categoria 2 e 5 (BI-RADS )
microcalcificações, distorção da arquitetura e densidade assimétrica focal.
Se houver lesões suspeitas deve-se buscar a confirmação do diagnóstico que pode ser citológico,
por meio de punção aspirativa por agulha fina (PAAF), ou histológico, quando o material for
obtido por punção, utilizando-se agulha grossa (PAG) ou biópsia cirúrgica convencional.
A PAAF é um procedimento ambulatorial, de baixo custo, de fácil execução e raramente
apresenta complicações, que permite o diagnóstico citológico das lesões. Esse procedimento
dispensa o uso de anestesia.
1 A PAG ou core biopsy é também um procedimento ambulatorial, realizado sob anestesia local,
que fornece material para diagnóstico histopatológico (por congelação, quando disponível),
permitindo inclusive a dosagem de receptores hormonais.
Nas lesões palpáveis com imagem negativa (mamografia e ultra-sonografia), prosseguir a
investigação com PAAF, PAG ou biópsia cirúrgica. Havendo indisponibilidade da realização de
exames de imagem está indicada a investigação por meio da PAAF ou PAG.
O diagnóstico prévio reduz o estresse da mulher quanto ao conhecimento do procedimento
cirúrgico a que será submetida, otimiza o planejamento das atividades do centro cirúrgico,
além de ser de custo inferior quando comparado a uma internação para biópsia cirúrgica
convencional.
Diagnóstico das lesões não palpáveis
A conduta nas lesões não palpáveis segue a proposta do Breast Imaging Reporting and Data
®
System (BI-RADS ), publicado pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) e recomendada
pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), em reunião de Consenso em 1998. A edição de
®
2003 do BI-RADS está disponível na internet na página do ACR
® Nos casos Categoria 3 (BI-RADS ) devem ser realizados dois controles radiológicos com
intervalo semestral, seguidos de dois controles com intervalo anual.
® Nas lesões Categoria 4 e 5 (BI-RADS ) está indicado estudo histopatológico, que pode ser
realizado por meio de PAG, mamotomia ou biópsia cirúrgica.
Por tratar-se de lesão não palpável, a biópsia cirúrgica deve ser precedida de marcação (MPC
marcação pré-cirúrgica), que pode ser guiada por raios X (mão livre, biplanar ou estereotaxia)
ou por ultra-sonografia.
PAG e mamotomia podem ser guiadas por raios X (estereotaxia) ou por ultra-sonografia.
Se houver disponibilidade, recomenda-se eleger a USG para guia de procedimento invasivo,
quando a lesão for perceptível pelos dois métodos.
Nos casos de PAG e mamotomia com resultado histopatológico benigno, necessário saber
como foi o procedimento para decidir a conduta.
O procedimento (PAG, mamotomia) é considerado adequado se produzir fragmentos íntegros
(mínimo 3) e se a lesão for atingida.
® Nas lesões Categoria 4 (BI-RADS ), nos casos de procedimento adequado deve-se fazer dois
controles radiológicos com intervalo semestral, seguidos de dois controles com intervalo
anual; nos casos não adequados indicar biópsia cirúrgica.
® Nas lesões Categoria 5 (BI-RADS ), se o resultado histopatológico for benigno, deve-se
proceder à investigação com biopsia cirúrgica, tanto nos casos de procedimento adequado,
quanto nos casos de procedimento não adequado.
A biópsia cirúrgica também está indicada nos casos de exame histopatológico radial scar,
hiperplasia atípica, carcinoma in situ, carcinoma microinvasor e material inadequado,
quando a biópsia for realizada em material obtido por meio PAG ou mamotimia.
Diagnóstico citopatológico
Os critérios citológicos para a avaliação das lesões mamárias podem ser categorizados como:
- padrão citológico benigno, negativo para malignidade;
- padrão citológico positivo para malignidade - apresenta celularidade alta, com
células epiteliais atípicas, geralmente isoladas e com citoplasma intacto, ausência
de núcleos nus e redução da coesão celular. Sempre que possível acompanha a
especificação diagnóstica do processo;
- padrão citológico de malignidade indeterminada (tumor papilar, tumor filóide);
- padrão citológico suspeito para malignidade (lesão epitelial proliferativa com
atipias).
Diagnóstico histopatológico
O relatório histopatológico deve conter todos os elementos necessários para o adequado
manuseio clínico da paciente sob o ponto de vista prognóstico e terapêutico, apresentando a
descrição das características da neoplasia, do estado linfonodal, do comprometimento das
margens cirúrgicas de ressecção e o resultado dos marcadores prognósticos avaliados por
imunohistoquímica .
Categoria Resultado da PAG ou MT Análise do procedimento Indicação
4 benigno PAG ou MT adequada controle mamográfico
em 6 m, 6 m e 1 ano.
4 benigno PAG ou MT não adequada biópsia cirúrgica
4
carcinoma in situ, radial scar,
hiperplasia atípica ou
se o patologista
solicitar mais material
PAG ou MT adequada
PAG ou MT não adequada biópsia cirúrgica
4 carcinoma infiltrante PAG ou MT adequada
PAG ou MT não adequada
tratamento
5 benigno PAG ou MT adequada
PAG ou MT não adequada
biópsia cirúrgica
5
carcinoma in situ, radial scar,
hiperplasia atípica ou
se o patologista
solicitar mais material
PAG ou MT adequada
PAG ou MT não adequada
biópsia cirúrgica
5 carcinoma infiltrante PAG ou MT adequada
PAG ou MT não adequada
Tratamento
10
Estadiamento
O estadiamento do câncer de mama é baseado na classificação dos Tumores Malignos
TNM, proposta pela União Internacional Contra o Câncer UICC, conforme as
características do tumor primário, dos linfonodos das cadeias de drenagem linfática do
órgão em que o tumor se localiza, e a presença ou ausência de metástases à distância.
Excluindo-se os tumores de pele não melanoma,
mundialmente o câncer de mama é o mais incidente na
população feminina, representando, no ano de 2008,
23% de todos os tipos de câncer, com uma estimativa
de mortalidade de 458 mil mulheres. Estudos demonstram que existem diversos fatores
de risco relacionados a essa neoplasia, entre os quais:
idade, duração da atividade ovariana, hereditariedade,
hábitos de vida (tipo de alimentação, consumo de bebida
alcoólica e de tabaco), medicamentos (anticoncepcionais,
repositores hormonais), localização geográfica, entre
outros. As neoplasias de mama acometem principalmente
mulheres na perimenopausa. Entretanto, as que se
encontram em plena atividade reprodutiva também podem
ser acometidas . A maior vulnerabilidade de mulheres jovens ao
diagnóstico avançado pode ser justificada pela falta
de ações de rastreamento e dificuldade de leitura e
interpretação dos resultados mamográficos devido à alta
densidade mamária. Outro fator que pode colaborar é a
falsa percepção, por muitos profissionais de saúde, de que
mulheres jovens não possuem risco de desenvolver câncer,
desvalorizando sinais e sintomas iniciais da doença.O diagnóstico de câncer de mama em mulheres jovens
traz grandes desafios, pois essas geralmente encontram-se
na sua fase reprodutiva, constituindo família e iniciando
sua carreira profissional.
O câncer de mama ocupa o primeiro lugar no
ranqueamento de mortalidade por câncer na população
feminina brasileira; mas, ao analisar-se a distribuição da
neoplasia por regiões geográficas e de acordo com a faixa
etária, percebem-se diferentes padrões de incidência e
mortalidade. No entanto, não foi encontrado nenhum
trabalho que descrevesse o perfil epidemiológico da mulher
jovem com câncer de mama de forma abrangente em
todo o país. Referencia:http://www.inca.gov.br/rbc/n_59/v03/pdf/05-artigo-cancer-mama-mulheres-jovens-analise-casos.pdf