quarta-feira, 18 de maio de 2016

DIAGNOSTICO DO CÂNCER EM MULHERES


 DIAGNÓSTICO :

 Exame clínico : O exame clínico da mama (ECM) é parte fundamental da propedêutica para o diagnóstico de câncer. Deve ser realizado como parte do exame físico e ginecológico, e constitui a base para a solicitação dos exames complementares. Como tal, deve contemplar os seguintes passos para sua adequada realização: inspeção estática e dinâmica, palpação das axilas e palpação da mama com a paciente em decúbito dorsal. 

                      Diagnóstico das lesões palpáveis
A ultra-sonografia (USG) é o método de escolha para avaliação por imagem das lesões palpáveis, em mulheres com menos de 35 anos. Naquelas com idade igual ou superior a 35 anos, a mamografia é o método de eleição. Ela pode ser complementada pela ultra-sonografia nas seguintes situações: - Nódulo sem expressão, porque a mama é densa ou porque está em zona cega na mamografia; - Nódulo regular ou levemente lobulado, que possa ser um cisto; - Densidade assimétrica difusa, que possa ser lesão sólida, cisto ou parênquima mamário. ® A ultra-sonografia complementar não deve ser solicitada nas lesões Categoria 2 e 5 (BI-RADS ) microcalcificações, distorção da arquitetura e densidade assimétrica focal. Se houver lesões suspeitas deve-se buscar a confirmação do diagnóstico que pode ser citológico, por meio de punção aspirativa por agulha fina (PAAF), ou histológico, quando o material for obtido por punção, utilizando-se agulha grossa (PAG) ou biópsia cirúrgica convencional. A PAAF é um procedimento ambulatorial, de baixo custo, de fácil execução e raramente apresenta complicações, que permite o diagnóstico citológico das lesões. Esse procedimento dispensa o uso de anestesia. 1 A PAG ou core biopsy é também um procedimento ambulatorial, realizado sob anestesia local, que fornece material para diagnóstico histopatológico (por congelação, quando disponível), permitindo inclusive a dosagem de receptores hormonais. Nas lesões palpáveis com imagem negativa (mamografia e ultra-sonografia), prosseguir a investigação com PAAF, PAG ou biópsia cirúrgica. Havendo indisponibilidade da realização de exames de imagem está indicada a investigação por meio da PAAF ou PAG. O diagnóstico prévio reduz o estresse da mulher quanto ao conhecimento do procedimento cirúrgico a que será submetida, otimiza o planejamento das atividades do centro cirúrgico, além de ser de custo inferior quando comparado a uma internação para biópsia cirúrgica convencional. 

               Diagnóstico das lesões não palpáveis 
A conduta nas lesões não palpáveis segue a proposta do Breast Imaging Reporting and Data ® System (BI-RADS ), publicado pelo Colégio Americano de Radiologia (ACR) e recomendada pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), em reunião de Consenso em 1998. A edição de ® 2003 do BI-RADS está disponível na internet na página do ACR ® Nos casos Categoria 3 (BI-RADS ) devem ser realizados dois controles radiológicos com intervalo semestral, seguidos de dois controles com intervalo anual. ® Nas lesões Categoria 4 e 5 (BI-RADS ) está indicado estudo histopatológico, que pode ser realizado por meio de PAG, mamotomia ou biópsia cirúrgica. Por tratar-se de lesão não palpável, a biópsia cirúrgica deve ser precedida de marcação (MPC marcação pré-cirúrgica), que pode ser guiada por raios X (mão livre, biplanar ou estereotaxia) ou por ultra-sonografia. PAG e mamotomia podem ser guiadas por raios X (estereotaxia) ou por ultra-sonografia. Se houver disponibilidade, recomenda-se eleger a USG para guia de procedimento invasivo, quando a lesão for perceptível pelos dois métodos. Nos casos de PAG e mamotomia com resultado histopatológico benigno, necessário saber como foi o procedimento para decidir a conduta. O procedimento (PAG, mamotomia) é considerado adequado se produzir fragmentos íntegros (mínimo 3) e se a lesão for atingida. ® Nas lesões Categoria 4 (BI-RADS ), nos casos de procedimento adequado deve-se fazer dois controles radiológicos com intervalo semestral, seguidos de dois controles com intervalo anual; nos casos não adequados indicar biópsia cirúrgica. ® Nas lesões Categoria 5 (BI-RADS ), se o resultado histopatológico for benigno, deve-se proceder à investigação com biopsia cirúrgica, tanto nos casos de procedimento adequado, quanto nos casos de procedimento não adequado. A biópsia cirúrgica também está indicada nos casos de exame histopatológico radial scar, hiperplasia atípica, carcinoma in situ, carcinoma microinvasor e material inadequado, quando a biópsia for realizada em material obtido por meio PAG ou mamotimia.
                Diagnóstico citopatológico 
Os critérios citológicos para a avaliação das lesões mamárias podem ser categorizados como: - padrão citológico benigno, negativo para malignidade; - padrão citológico positivo para malignidade - apresenta celularidade alta, com células epiteliais atípicas, geralmente isoladas e com citoplasma intacto, ausência de núcleos nus e redução da coesão celular. Sempre que possível acompanha a especificação diagnóstica do processo; - padrão citológico de malignidade indeterminada (tumor papilar, tumor filóide); - padrão citológico suspeito para malignidade (lesão epitelial proliferativa com atipias).
              Diagnóstico histopatológico 
O relatório histopatológico deve conter todos os elementos necessários para o adequado manuseio clínico da paciente sob o ponto de vista prognóstico e terapêutico, apresentando a descrição das características da neoplasia, do estado linfonodal, do comprometimento das margens cirúrgicas de ressecção e o resultado dos marcadores prognósticos avaliados por imunohistoquímica . Categoria Resultado da PAG ou MT Análise do procedimento Indicação 4 benigno PAG ou MT adequada controle mamográfico em 6 m, 6 m e 1 ano. 4 benigno PAG ou MT não adequada biópsia cirúrgica 4 carcinoma in situ, radial scar, hiperplasia atípica ou se o patologista solicitar mais material PAG ou MT adequada PAG ou MT não adequada biópsia cirúrgica 4 carcinoma infiltrante PAG ou MT adequada PAG ou MT não adequada tratamento 5 benigno PAG ou MT adequada PAG ou MT não adequada biópsia cirúrgica 5 carcinoma in situ, radial scar, hiperplasia atípica ou se o patologista solicitar mais material PAG ou MT adequada PAG ou MT não adequada biópsia cirúrgica 5 carcinoma infiltrante PAG ou MT adequada PAG ou MT não adequada Tratamento 10 
             Estadiamento 
O estadiamento do câncer de mama é baseado na classificação dos Tumores Malignos TNM, proposta pela União Internacional Contra o Câncer UICC, conforme as características do tumor primário, dos linfonodos das cadeias de drenagem linfática do órgão em que o tumor se localiza, e a presença ou ausência de metástases à distância.




REFERENCIA:


https://www.youtube.com/watch?v=tmncIR7Zs7c

http://www.inca.gov.br/publicacoes/Consensointegra.pdf

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