A obesidade infantil tem crescido de tal forma que
esta sendo considerada uma epidemia, há vários casos de obesidade no mundo, por
isso hoje vamos falar um pouco sobre obesidade infantil.
- O que é obesidade:
Obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo
excesso de gordura corporal, que causa prejuízos à saúde do indivíduo. A
obesidade coincide com um aumento de peso, mas nem todo aumento de peso está
relacionado à obesidade, a exemplo de muitos atletas, que são “pesados” devido
à massa muscular e não adiposa.
- Causas da obesidade infantil:
Causas
Nutricionais: de longe o fator mais
comumente envolvido.
Causas
Psicológicas: crianças ansiosas
terminam comendo mais.
Causas
Ambientais: a falta de atividade
física é a principal representante deste grupo
Causas
Hormonais: algumas doenças
endócrinas (p.ex., Hipotireoidismo, síndrome de Cushing, Deficiência de
Hormônio do Crescimento, etc) podem se manifestar com ganho de peso. Estas
doenças respondem por cerca de 10% dos casos de Obesidade Infantil.
Causas
Genéticas: crianças
portadoras de Síndrome de Down, Síndrome de Turner e outros distúrbios
genéticos realmente têm "facilidade" para engordar.
Causas Medicamentosas: alguns medicamentos, como os corticóides, podem provocar ganho de
peso.
- Fatores que influenciam a obesidade infantil:
Dois fatores principais que influenciam a obesidade
infantil são os pais e as propagandas de alimentos industrializados. As propagandas influenciam as crianças
através dos personagens dos desenhos que eles assistem, os fabricantes de
alimentos industrializados usam os personagens para atrair as crianças, pois
assim eles aumentaram o numero de vendas dos seus produtos e consequentemente o
aumento do lucro, e por que isso funciona tão bem? É porque as crianças fazem
de tudo para coseguirem o que querem, esperneiam, fazem escândalo, choram,
entre outras artes manhas e é ai que os pais entram com a influencia, eles
acabam cedendo por dó ou por simplesmente perder a paciência e querer que elas
fiquem quietas e parem de chamar a atenção no mercado, mas não é só nessa parte
que os pais influenciam, os filhos muitas vezes refletem seus atos nos que os
pais fazem então se os pais te uma ma alimentação rica em gordura, açúcar entre
outra coisas os filhos também vão ter.
- Complicações da obesidade infantil:
No
curto prazo: Asma e Apneia do sono, problemas
ortopédicos, disfunção do fígado devido ao acúmulo de gordura, inflamação e formação
de pedras na vesícula, acne, assadura e dermatite, enxaqueca, depressão e
aumento dos níveis de colesterol no sangue.
No
longo prazo: Diabetes mellitus, hipertensão arterial,
trombose, derrame, doença coronariana, angina e infarto, gota, osteoartrite,
artrose, depressão e anciedade crônica, diminuição da expectativa de vida.
- Papel da escola na educação alimentar?
À medida que passa a frequentar a escola e a
conviver com outras crianças, a criança conhecerá outros alimentos, outras
preparações e outros hábitos. Os adultos são modelos, delineando as
preferências alimentares das crianças. Os vínculos afetivos poderão influenciar
positiva ou negativamente na fixação dos padrões de consumo alimentar (FISBERG,
et al., 2000). Os fatores externos interagem com as necessidades e
características psicológicas, com a imagem corporal, com os valores e
experiências pessoais e com as preferências alimentares (MELLO, et al., 2004).
- Papel dos pais na educação alimentar?
A família, primeira referência da criança, é a
responsável pela transmissão da cultura alimentar. Em seu processo de
socialização, a criança aprende sobre a sensação de fome e saciedade,
desenvolve a percepção para os sabores e estabelece as suas preferências,
iniciando a formação de seu comportamento alimentar (RAMOS; STEIN, 2000). O
papel da família é fundamental, mas, as mudanças que vêm ocorrendo na dinâmica
familiar e aquelas causadas pelo ritmo de vida moderno têm afetado a formação
dos hábitos alimentares dos filhos. O costume, até há pouco tempo, da família
reunida diariamente ao redor da mesa para o almoço ou jantar, parece ser cada
vez mais raro. O fim das refeições em família leva à erosão do próprio conceito
de refeição numa sociedade em que nas casas vigora o domínio dos micro-ondas e
no trabalho, na rua ou na diversão expandem-se as práticas de “fast food”, de
beliscar petiscos e de lanches em lanchonetes, tais fenômenos simbolizam esta nova
relação com os horários e os rituais da comida. (CARNEIRO, 2003).
- Medidas que estão sendo feitas para combater a
epidemia da obesidade infantil:
A empresa Amil esta fazendo um projeto para combater
a obesidade infantil, o nome do movimento é # EU DIGO NÃO, esse projeto
incentiva os pais a dizerem não quando os filhos pedem um alimento não saudável,
para abrirem os olhos e ver como a obesidade pode fazer mal aos seus filhos,
quem tiver interessado em saber mais é só entra no site http://www.obesidadeinfantilnao.com.br/
, La tem varias publicações sobre obesidade infantil, alimentação, entre outras
coisas, tem também uma calculadora para medir o IMC, vale muito apena entra e
conferir o site.
O Programa Combata a Obesidade Infantil, elaborado em
parceria com a endocrinologista Maria Edna de Melo, da Associação Brasileira
para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), o pediatra Sylvio Renan
Monteiro de Barros, da Sociedade Brasileira de Pediatria, e a nutricionista
Helen Lopes, do Hospital das Clínicas (SP). O programa educativo é
gratuito e consiste em doze semanas com informações e atividades que vão ajudar
você e sua família a mudarem os hábitos que favorecem a obesidade infantil. Não
é preciso ter um filho com obesidade para participar, pois o intuito do programa
é não só combater como também evitar o problema. Afinal é melhor prevenir do
que remediar.
Na luta contra o
aumento progressivo do excesso de peso, o Brasil já colocou em prática um
conjunto de ações voltadas à alimentação saudável. A mudança começou pelo
próprio governo, um grande comprador de alimentos. O Programa de Aquisição de
Alimentos (PAA) e o de Alimentação Escolar (Pnae), por exemplo, já praticam a
compra de alimentos saudáveis.
- Importância do exercício físico?
Quando falamos de esporte,
estamos denominando uma atividade que envolve habilidades motoras específicas:
esforço físico, regras e, eventualmente, competição. O esporte, enquanto
atividade física organizada, é importante não apenas para o desenvolvimento
físico e motor, mas também para o desenvolvimento social das crianças. A partir
de suas regras e condições, as crianças conseguem compreender formas de se
relacionar com os outros, trocando experiências, competindo e formando espírito
de equipe.Tanto as atividades físicas como a participação em atividades
esportivas podem contribuir em muito na prevenção e combate da obesidade
infantil, mas o mais importante é a regularidade dessas ações. O foco maior
dos pais deve estar em oferecer várias atividades para as crianças experimentarem
e deixar as crianças escolherem as atividades que mais lhes agradam, aumentando
a adesão. Nesse sentido, a criança deve se sentir confortável no ambiente. A
atividade deve ser divertida e ter componente lúdico para garantir a
participação das crianças por mais tempo.Ao oferecer à criança oportunidades
para ela brincar ao ar livre, correr, pular corda, pedalar, andar de skate,
patinar ou escalar, os pais contribuem para o aumento do gasto energético. O
que recomendamos para crianças a partir de 5 anos é participar de atividades
físicas ou esportivas pelo menos uma hora por dia e não passar mais de duas
horas em atividades sedentárias, como lidar com TV, vídeos, tablets, celulares
e computadores.
- Como prevenir? Algumas estratégias para prevenir a
obesidade são:
■ “Cortar o mal pela raiz”, incentivando, desde a
infância, a prática regular de exercícios físicos e a introdução de bons
hábitos alimentares.O exemplo dado pelos pais ou responsáveis aos seus filhos é
fundamental.
■ Orientar a população a respeito da importância de
uma alimentação saudável.
■ Usar a televisão e o rádio para facilitar o acesso
de todas as camadas sociais às informações sobre alimentação saudável.
■ Incentivar crianças, jovens e adultos a praticarem
exercícios físicos regulares.
■ Garantir a participação de autoridades federais,
estaduais e municipais em projetos que tenham como principal objetivo prevenir
a obesidade, sem interesses políticos. Tais interesses prejudicam especialmente
a continuidade dos programas sociais.
E para terminar tem dois vídeos, o primeiro é da
campanha # EU DIGO NÃO, que aborda um bate papo com as crianças que falam como
elas conseguem o que querem e o segundo é documentário “MUITO ALEM DO PESO” que
aborda uma discussão sobre obesidade infantil no Brasil.

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